Essa semana aconteceu um fato polêmico no futebol brasileiro, o caso Jobson, o afastamento de Jobson por atrasos e por farras me faz pensar que ao invês de jogadores seria bacana contratarem padres para fazer os gols.No brasil jogador de futebol era uma profissão marginalizada,era muito natural o jogador gostar de bebidas e afins, porém com o mundo empresarial faturando os tubos no mercado da bola o antigo boleiro passou a ser atleta propaganda, e por tal razão tem que carregar um fardo de exigências que nem todos tem personalidade compatível para suportar.
O mundo tem ficado cada vez mais intolerante.Será que não conseguimos perceber que estamos nos tornando cada vez mais, como diria Nietzschie, "animais de rebanho"? será que sempre ficaremos sinalizando sim com nossas cabeças de vacas? A sociedade conservadora capitalista suga o que temos de mais valor e não suporta existir sem os mecanismos de controle, dessa forma usa o castigo com a intenção de conduzir a sua ordem.Não estranho os dirigentes terem adotado tal postura, minha surpresa é direcionada aos torcedores que manifestam opinião favorável ao afastamento, Jobson era o atacante mais perigoso do Bahia (um dos poucos que abria o sorriso da galera)e isso é razoavel para um outro tipo de tratamento por parte da torcida.
Sei que alguns dirão que ele é um mau exemplo para as crianças, particularmente não vejo por aí, caso seja considerado dessa maneira acredito que também deveria ser a multidão de jogadores que ensina todos os dias a garotada que a maior meta na vida corresponde a ter um carrão importado e uma loira sarada, sem contar com a pedagogia aplicada de horror aos estudos,sinceramente é duro ouvir as entrevistas repetitivas e carentes de estruturação, quanto a tudo isso até me abstenho mas duro é ouvir essa hipocrisia de " é preciso dar exemplo". O mundo, não só o futebolistico, esta carente de exemplos e dificilmente no campo de futebol será encontrado, sejamos mais tolerantes com o rapaz,é um grande jogador e acima de tudo uma alma que grita,os erros estão aí em toda parte eles também nos educam e cada um tem um ritmo de aprendizado, deixem o menino nos gramados pelo menos durante as partidas ele encontra uma especie de paz.Quanto aos resitentes e intolerantes não custa lembrar que o mundo não é só feito de principes.Existe um vazio existencial promovido pela pós-modernidade e não haverá punições que consigam silenciar os gritos das almas aflitas.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
A banca rotta da seleção e o oportunismo televisivo
Em outra postagem citei o nivelamento da Copa América devido ao futebol resultado e que com isso teríamos que aguardar o final, pois bem para o Brasil o fim escatológico se fez presente e os cavaleiros do apocalipse trataram de tirar bastante sangue... derrota da seleção brasileira pode resultar em até quebra da bolsa (rsrsrsrsrsrs) falando sério e´claro que os patrocinadores não ficam contentes com tudo isso. O marketing esportivo e as grandes mídias televisivas depois do estrago querem sangue. Amo futebol mas vamos deixar de sensacionalismo barato, uma derrota não é o fim do mundo ,e mesmo para os amantes do futebol, derrota mesmo é ter que assistir a maioria dos jogos atuais que na verdade é simplesmente suor e mais suor, na verdade o terror das grandes mídias é o prejuízo de ficar sem seus percentuais de audiência, o que atualmente além de gerar receitas pomposas ainda da direito a lobby. O hilário é querer culpar a vaidade dos jogadores, alguém deveria alertar aos cavaleiros da sangria que eles também são vaidosos ( olhando os ciscos no olhos do outros eles não notam as traves nos seus próprios).A seleção há muito tempo não representa o futebol brasileiro, é simplesmente uma mera adaptação do futebol europeu, perdemos o samba e o improviso. Robinho nesse último jogo fez exceção rasgou a nova cartilha e pegou de volta, como na música, seu caderno velho " deixado em um canto qualquer" ,resgatou as pedaladas e o balanço típico do brasileiro, essa será a boa lembrança que guardarei do jogo,o menino Neymar que antes foi superestimado quiseram até fazer de algoz, verdade mesmo é que já estão o adaptando ao tal futebol moderno, abrindo seu sorriso na conta bancária e furtando nos gramados, afinal o ditado é: jogo é pra homem (acho que eles não assitem a Marta, rsrsrs).O mandatário da CBF se pronunciou dizendo que mantém o treinador e nós seguimos como antes esperando um novo comandante que talvez cometerá os mesmos erros, porque ao que parece a arte do futebol tem perdido para as estratégias.
Deixo uma dica de um filme sensacional: Perfume de mulher - nele Al Pacino interpreta um homem vaidoso e arrogante que ficou cego,apesar de seus defeitos seu forte caráter impressiona.Na trama acontece uma relação de amizade com um jovem de temperamento frágil e tímido porém com uma integridade ímpar. Lembrei do filme quando acabou o jogo no domingo, pois nunca pude esquecer quando, em um momento tenso do filme, o personagem vívido por Al Pacino questiona o estabelecimento de ensino do garoto em assembléia frente ao diretor, mostrando que o local formava lideres com personalidades de ratos, os quais quando as coisas esquentam abandonam e deixam os outros. Realmente a integridade passa bem longe das trilhas dos cavaleiros da sangria e o herói de ontem de acordo a necessidade passa a ser o monstro de hoje. Um jogo não deveria ter tanto impacto mas é inegável que tudo isso reflete em nossa sociedade educada pela TV.
Deixo uma dica de um filme sensacional: Perfume de mulher - nele Al Pacino interpreta um homem vaidoso e arrogante que ficou cego,apesar de seus defeitos seu forte caráter impressiona.Na trama acontece uma relação de amizade com um jovem de temperamento frágil e tímido porém com uma integridade ímpar. Lembrei do filme quando acabou o jogo no domingo, pois nunca pude esquecer quando, em um momento tenso do filme, o personagem vívido por Al Pacino questiona o estabelecimento de ensino do garoto em assembléia frente ao diretor, mostrando que o local formava lideres com personalidades de ratos, os quais quando as coisas esquentam abandonam e deixam os outros. Realmente a integridade passa bem longe das trilhas dos cavaleiros da sangria e o herói de ontem de acordo a necessidade passa a ser o monstro de hoje. Um jogo não deveria ter tanto impacto mas é inegável que tudo isso reflete em nossa sociedade educada pela TV.
sábado, 16 de julho de 2011
O saudosismo tem uma relação com a bola
O Santos contratou Ibson, este em forma com certeza mereceria ao menos um teste na amarelinha, mas acredito que hoje jogadores que levantam a cabeça e ao menos tentam jogar a moda antiga acabam sendo subestimados, existe uma tendência mundial hoje em privilegiar no futebol o atletismo e a força,basta notar que hoje se mede a velocidade média do jogador, a sua potência no chute, quantos quilômetros corre e etc... Em meio a tudo isso, chego a pensar que talvez em um futuro próximo infelizmente o futebol poderá se tornar previsível como outros esportes onde as surpresas são raras exceções, e assim os atletas melhor preparados vencerão as partidas que serão horríveis e privilegiarão a tática e o pragmatismo. No futebol sempre existiu jogadores velozes que exploraram suas características em beneficio da equipe, mas não era por isso que eles iriam partir em todo lance desesperado feito máquina, não era porque Eder Aleixo do atlético e seleção brasileira tinha um chute sensacional que ele iria se prestar a somente usar essa característica a todo o momento (por sinal Eder tem um espetáculo de gol contra escócia na copa de 1982 onde apenas toca com sutileza por cobertura). Cabe perguntar qual o motivo de toda essa nostalgia, a questão é que hoje é sábado e é dia de pelada, toda boa pelada termina com cerveja e conversa onde a memória nos resgata os lances e acaba os aperfeiçoando, um drible lembrado e contado é sempre mais bonito do que realmente foi, não há como não superestimar, é semelhante à jogada narrada via rádio.
Em homenagem ao sábado, ou a pelada como queira , presto uns minutos de reverência aos craques que vi desfilar pelos gramados e pelos barros da vida, lembro-me do Chico Buarque que certa vez escreveu sobre Tostão: “Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis”.
Sem querer ser presunçoso também vi vários craques, principalmente pela televisão e tive também o prazer de dividir espaço com vários craques anônimos que passearam pelos campos nos quais freqüentei.
Em homenagem ao sábado, ou a pelada como queira , presto uns minutos de reverência aos craques que vi desfilar pelos gramados e pelos barros da vida, lembro-me do Chico Buarque que certa vez escreveu sobre Tostão: “Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis”.
Sem querer ser presunçoso também vi vários craques, principalmente pela televisão e tive também o prazer de dividir espaço com vários craques anônimos que passearam pelos campos nos quais freqüentei.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sobre a Seleção e a Copa América
Como amante do futebol afirmo que chego a ficar triste com o conteúdo dos comentários das grandes mídias, parece algo doentio o apelo das mídias dominantes em criar heróis ou semideuses. Será que os telespectadores sempre terão que ser subestimados? A Copa América por enquanto tem demonstrado um certo nivelamento, e o pior é que é por baixo, podem gritar horrores mas o Ganso mesmo andando tem que jogar e o Neymar que querem fazer de um deus ,é só um craque como tantos outros que existiram e como hoje anda tanto em falta fica essa coisa chata em torno dele, não o culpo por isso e nem pela sua imaturidade é garoto ainda , como é perspicaz com certeza se retratará no futuro,os dois tem lugar cativo porque não existem alternativas. O problema da seleção não demonstrar aquele tão sonhado futebol é que talvez ele não exista mais, se você fosse o técnico da seleção você tiraria o Neymar por sua mania de estrelato e olharia pra quem?e como diria vai lá e resolve? futebol não é uma ciência exata sei disso Messi não vai deixar de ser um super-craque só porque a Argentina não corresponde as expectativas e o mesmo equivale a Neymar, Ganso ou qualquer outro. A seleção brasileira tem testado demais e os jogadores não conseguem se encontrar, o senso comum diria o culpado é o treinador , não concordo com tal afirmação, como gestor ele tem procurado a fórmula para o que não está funcionando, pois tem as experiências antigas dos ranzizas insistentes que não mudavam de opinião... mas se a culpa não é do Mano Menezes, não é do Neymar, não é do Ganso, e tão pouco de nós torcedores assalariados. De quem será a culpa? Tenho duas sugestões: a primeira é que não há culpados as coisas simplesmente não estão funcionando (confesso que falar isso é de certa forma assumir uma postura conformista ; e a segunda é que talvez a culpa seja do atual futebol mundial, eu não vejo exceto o Barcelona nenhum time jogando um futebol espetacular então nesse contexto de jogo por resultados é melhor aguardar o final.
Assinar:
Postagens (Atom)