Essa semana aconteceu um fato polêmico no futebol brasileiro, o caso Jobson, o afastamento de Jobson por atrasos e por farras me faz pensar que ao invês de jogadores seria bacana contratarem padres para fazer os gols.No brasil jogador de futebol era uma profissão marginalizada,era muito natural o jogador gostar de bebidas e afins, porém com o mundo empresarial faturando os tubos no mercado da bola o antigo boleiro passou a ser atleta propaganda, e por tal razão tem que carregar um fardo de exigências que nem todos tem personalidade compatível para suportar.
O mundo tem ficado cada vez mais intolerante.Será que não conseguimos perceber que estamos nos tornando cada vez mais, como diria Nietzschie, "animais de rebanho"? será que sempre ficaremos sinalizando sim com nossas cabeças de vacas? A sociedade conservadora capitalista suga o que temos de mais valor e não suporta existir sem os mecanismos de controle, dessa forma usa o castigo com a intenção de conduzir a sua ordem.Não estranho os dirigentes terem adotado tal postura, minha surpresa é direcionada aos torcedores que manifestam opinião favorável ao afastamento, Jobson era o atacante mais perigoso do Bahia (um dos poucos que abria o sorriso da galera)e isso é razoavel para um outro tipo de tratamento por parte da torcida.
Sei que alguns dirão que ele é um mau exemplo para as crianças, particularmente não vejo por aí, caso seja considerado dessa maneira acredito que também deveria ser a multidão de jogadores que ensina todos os dias a garotada que a maior meta na vida corresponde a ter um carrão importado e uma loira sarada, sem contar com a pedagogia aplicada de horror aos estudos,sinceramente é duro ouvir as entrevistas repetitivas e carentes de estruturação, quanto a tudo isso até me abstenho mas duro é ouvir essa hipocrisia de " é preciso dar exemplo". O mundo, não só o futebolistico, esta carente de exemplos e dificilmente no campo de futebol será encontrado, sejamos mais tolerantes com o rapaz,é um grande jogador e acima de tudo uma alma que grita,os erros estão aí em toda parte eles também nos educam e cada um tem um ritmo de aprendizado, deixem o menino nos gramados pelo menos durante as partidas ele encontra uma especie de paz.Quanto aos resitentes e intolerantes não custa lembrar que o mundo não é só feito de principes.Existe um vazio existencial promovido pela pós-modernidade e não haverá punições que consigam silenciar os gritos das almas aflitas.
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